quinta-feira, 29 de abril de 2010
Dedos em balões
sábado, 24 de abril de 2010
Para tudo e com todos: uma criança
terça-feira, 20 de abril de 2010
Tempo
segunda-feira, 12 de abril de 2010
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Meu Contrato de Mudança
a beira do irretratável
quinta-feira, 25 de março de 2010
Ressentimentos
terça-feira, 23 de março de 2010
O Ofício de Meu Clamor
quinta-feira, 18 de março de 2010
Labirinto
Numa auto-reflexão
de muito morfo,
com tantos erros e ingratidões
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Terra do Nunca
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Renúncia
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Trajetórias Incansáveis
sábado, 9 de janeiro de 2010
Inalação de Sentimentos

São muitas as situações que gostaríamos de dizer que apenas alguns dizeres nos salvariam de nós mesmos. Retalhos, mudanças, avalanches de responsabilidades são algumas dos infortúnios com que nos deparamos. Jaz mais uma criança. Mais uma vez nos vemos vítimas de nossos próprios mitos: precipita-se a queda dos castelos. Ruiu a morada dos deuses.
Um mundo que, dia-a-dia, aborta um filho. Desfigura sentimentos. Faz do mais belo nascer do sol, da complexidade da vida, da "significância" dos abraços, do aperto das mãos, do "bom-dia" leal repetições estranhas que poucos ousam questionar. Uma existência que alimenta - mais e mais - incertezas. A comilança desleal das concorrências, ocorrências, sanguinolências. A animalidade de nossos desejos. Nosso individualismo sem alegrias e contribuições. A ousadia que temos para enganar nossos medos: multiplicam-se os profetas que pintamos com tanto esmero. Nossa auto-definição.
O significado da existência que, a cada passo, sublima porquês. A transfiguração de uma jornada. A existência não opcional. O isolamento que nos submetemos. O nosso ciclo. A nossa vida. Os nossos momentos. Quantos sorrisos sorrimos por dia? E quantas vezes queremos voltar a ser crianças? O lado negro do conhecimento. A inutilidade dos desesperos. Os nossos entes queridos que ininterruptamente desbotam pela maldade do tempo, da caminhada sem fim, da procura por algo que ninguém sequer consegue definir. A velhice que chega. A morte que desassossega. O contraditório. As diferenças. A descrença.
Não podemos negar que nossa personalidade tão personalíssima, vez por outra, se encosta na de outras pessoas que, como nós, acreditam possui e definir seus infortúnios e sentimentos. Poucos notam que são os mesmos legumes plantados. São as mesmas colheitas colhidas. E na mesma proporção que buscamos nos individualizar, ironicamente nos assemelhamos. Medos do futuro, carências afetivas, vítimas de injustiças, lágrimas caídas. Quais são os planos para o futuro? E, repetidas vezes, vemos diferentes quantidades para os mesmo ingredientes. Saímos a comprar felicidades, amor, certezas, prazeres, humor. Pagaríamos com a mesma moeda, mas há algum fornecedor?
Por tudo isso, com que gana deveremos dizer "este é o que sou!"? Por qual preço vamos "vencer"? Até onde vamos lutar?
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Ausências

Para deixar as feridas expostas
Escancarar a porta
Me afogar em vícios
Sentir o mundo
Esquecer de tudo
Para provar que você é
Choro
Sofro
Quero
Me amputo
Desnudo
Despeço-me
Para nunca mais voltar
Para me arrepender
Por virar a página
Saltar no desconhecido
Evaporar nas rodas
Meu destino
A saudade
Fragilidade
Minha doença
Criança inocente
Fugazes momentos
Beldades não mais presentes
Vocês ausentes...
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Bolero

Perto do intangível
Pareia de luz
Laços de harmonia
Intranqüilamente agoniada
Na cadência do Chicago Shake
Com o vestido lascado nas laterais
Pernas sensuais
Comia... a esteira do palco
Abria vaga nas multidões
O moço ao lado
O Paletó
O suspensório
A boca vermelha
O tesão com gosto
De lado a outro
Se agarrava
Trepava no pescoço
Escondia o rosto
E se ia indo
Digno de Las Vegas
Dinheiro,
cocaína,
jogos,
sorte,
platéia
O sapato alto
Os arranhões nas costas
A moça “desprecavida”
que comprometida era
Deixou um beijo ser roubado
a roupa, rasgada
e pelo sexo foi tomada
sábado, 14 de novembro de 2009
Minha Incompreensão

Minha homérica guerra
Sonhou-se um universo bom
Perdido em encruzilhadas
Um passo atrás
para outros lugares
Um risco no rosto
Milhões de cicatrizes no peito
Onde existe um salvador?
Pedaços de pedra
Rachaduras
Mais uma condição
Farelos
Pão esmigalhado
Outra companhia perdida
Coleção nada saudável
E, enquanto todos mudam,
uma essência teimosa
ferina
teima na contra-mão
esbarra
Mais uma vez
Solidão
Menino imaturo
Erros inconsertáveis
Cego de ponto-de-vista
Minha eterna máscara
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Descompostura de Uma Memória

quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Genealogia Reinventada

aos medos, às decepções e aos riscos
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Ornamento

Ornamento
Pia vazia
Títulos pedantes
Obras rasantes
Excitante prazer
Quero te levar comigo
Para meu esconderijo
Que é tão escondido
E é onde consigo viver
Sem remorsos de ser
o que não sei fingir
Sem nenhum agrado
Fio desbotado
Polvilho largado
Ladeado de ratos
Com fome de traça
Onde a saliva escorre
pelas beiradas da boca
Corpo da fome
Escopo lamento
Cacofônico momento
de ilhas de prazer
O menino sem teto
Agoniado e sozinho
Contracenou com o destino
diretor uterino
do sábio viver
Perdida a esperança
Voltou para o lar
Maldito acaso
que um “Senhor”
lá do alto
fez questão de ditar
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Quando a Gente Cresce e Amadurece

Não atrapalhe minha insônia
Bebi a agonia do cansaço
Os sonhos de criança
falidos encontros desencontrados
Fálica caminhada
Maduro de imaturidade
O rumo de um derrotado
As expectativas de progresso
A vida não é palco de testes
Profundamente superficial
O que não encontra nenhum caminho alternativo
Copiador de poesias
Expectador do passado
Ode aos porta-retratos
Pluma picotada nos restos de cinzas queimadas
Isolado na escuridão
Escondido da realidade
Nem ele se importará quando as cortinas se fecharem
O anti-herói selvagem
Brincalhão do jogo dos erros
Penhasco fundo
do rumo de um coração partido
Recomeço frustrado
de uma criança-adulta
à beira do colapso
quinta-feira, 23 de julho de 2009
História de Recados Riscados














