Um poço de lama. Alguns grãos de desejos. Um oásis de esperança. Um deserto de desespero.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

(In)esperado Sentimento


Na ambigüidade do olhar
com a fusão de simples palavras
Brotou algo inesperado
A negação se desfez
O medo fora combatido

Como será conversar consigo mesmo
Quando a melhor amiga não é a consciência?

As válvulas de escape vencidas
Não mais suprem as necessidades alarmantes
Naquele momento exato
O tempo parou
Estagnou os sentimentos
A Terra orbitou sobre nós
O sol da meia-noite nasceu

Ninguém acreditou naquele paradoxo natural
Até mesmo seu feitor relutou
Perdido em suas palavras
Deixou-se ir entre os alísios tropicais
de epopéias construídas
no imaginário de nossas mentes infantis

Escrevendo poemas para outrem
Procuro traduzir o indecifrável
Tentando por em palavras o que não se entende dos atos
Mais uma vez, aqui, me isolo, no meu quarto
Perguntando-me aonde queremos chegar...

Buscando um desejo obscuro, (im)possível
Imploro para a memória não falhar
Querendo rememorar tudo aquilo, que o aquilo me fez passar

2 comentários:

Mirella disse...

profundo cm sempre...
^^

Anônimo disse...

sim. profundo!