Um poço de lama. Alguns grãos de desejos. Um oásis de esperança. Um deserto de desespero.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

O que a poesia (não) faz


A poesia esquece que não quero demonstrar tudo que sinto
Clareia o que desejo manter obscuro
Vicia-me a libertar-me dos vícios
Não diz o quanto eu necessito disso
Evidencia o quão frágil estou
Não esconde minhas falhas
É sentimental por demais
É retrato momentâneo,
ingrato
Revela segredos indizíveis olho a olho
Não nos deixa descer antes
Impede que voltemos um passo
Nos massacra com verdades desejadas
Deixa os pés frios, sem lençóis
Me deixa pensativo,
sozinho...

Um comentário:

Laís Eva disse...

o que o poeta (não) faz.

o poeta é um inventador.
um sonhador.