Um poço de lama. Alguns grãos de desejos. Um oásis de esperança. Um deserto de desespero.

domingo, 14 de setembro de 2008

Homem Barroco




No paradoxo barroco
Divido entre o real e o imaginário
Entre o certo e o errado
No limite do sagrado com o profano
na penumbra da luz branca
Sempre buscando o caminho mais tortuoso
Da teatralidade nascente
Nessa eterna fuga
Recuso-me a combater o medo
Fazendo de tudo bolas de neve
Soprando o vento das mágoas
Vivendo numa realidade morta, viva
Tudo me apavora
E eu penso: “não me deixe agora”
E porque ir por esse caminho?
E porque logo esse caminho?

3 comentários:

Jjor disse...

Mas você pode voltar
e pegar o outro caminho,
pode pegar um atalho,
ou chamar o seu alguém,
para não seguir sozinho.

Montarroyos disse...

E quando não existir caminho de volta?
Quando não existir atalho?
Quando não existir um outro alguém?
O que devemos fazer?

Laís Eva disse...

um novo caminho pode te levar de volta. é só saber como segui-lo.

os atalhos somos nós que criamos.

o outro alguém sempre estará lá,

só cabe a você saber o que deve fazer.