Um poço de lama. Alguns grãos de desejos. Um oásis de esperança. Um deserto de desespero.

domingo, 5 de abril de 2009

Cinzas


Sangue concentrado
Na camada mais fina
Cinzas da vida
arrasta o perigo
Dura verdade
Amador de perdões
Reprodução do vazio
Todos aqueles dias
Já tinham passado
Reviveu um cadáver putrefato
Hiato
O poeta que não escreve com a pena
que usa a ponta do fuzil melada de pólvora
rabisca seus medos
que bate um a um a sua porta
Cinzas de palavras
Ditas a revelia
De maneira prática
Acinzenta meu dia
O temor da segurança
da nuvem de chuva cinza
Os restos de pó de ferro
que jogam fuligem nas sinas
O terror dos hospícios
De paredes cinzas
Mel agridoce
Um corpo, se descombina

5 comentários:

Laís Eva disse...

no fim tudo vira pó.
cinzas.

Joelton Duarte disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Joelton Duarte disse...

Digno de ovações!!!

Tatá disse...

Nossa. Isso foi ótimo.


Voltei.

Montarroyos disse...

Sejam bem vindas novamente! Você Eva! Você Tatá!

Beijos, queijos e flores!