Um poço de lama. Alguns grãos de desejos. Um oásis de esperança. Um deserto de desespero.

sábado, 5 de abril de 2008

Eu Não Aceito Nada Disso


Eu não aceito dizer adeus
Não me venha dizer que é natural
Tudo isso me parece um circo
Acho que alguém está me gozando
Como é possível a partida eterna?
Isso foi um roubo
Um escárnio ao sentimento
Uma corrupção do nascimento
Deveríamos ser eternos
Minha avó, tão cheia de eternidade
Tudo acabou
Virou pó
Voltou pra terra
Na fotografia, há vida
Há sentimento
Há complacência
Sinto seu olhar
Já rezei em demasia
Vai ver que Deus estava cansado,
Vai ver que Deus estava preparando o cenário para a próxima atração
Quem será, agora, o personagem da vez?
Porque você não me leva?
Aproveite meu tarje de palhaço
Daqueles que não precisam de lágrimas desenhadas,
nem de público espectador
Cansei de bancar o conformado
Eu vou dizer não à morte
E esperar até que a morte diga sim para mim

2 comentários:

maria isabel disse...

Filho querido
Um dia bem distante se Deus quizer a morte dirá um sim para todos nós,porém temos que acreditar que a ressureição virá, pois Jesus Cristo falou. Sem dúvida alguma, doe a alma, nos dar muita saudades,e o choro é incontrolável.
Estarei rezando para que Deus te conforte nesta perda de uma pessoa tão querida feito sua bisavó.Te amo muito. Isabel

Montarroyos disse...

Muito obrigado mainha.

Você, mais do que qualquer outra pessoa, é de extrema importância para mim. A morte de bivó serviu para muita coisa. Inclusive para eu aprender a valorizar mais as pessoas pelo o que elas são;
Tomara que eu tenha o conforto, mas não me venha pedir para eu aceitar: "Eu Não Aceito Nada Disso"