Um poço de lama. Alguns grãos de desejos. Um oásis de esperança. Um deserto de desespero.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Fugacidade do Desejo


Algo inesperado tirou-me a bonança
Estava tudo estabilizado
, parado, tranqüilo
Chegou você
Antiga estranha, distante, irrelevante

Caiu de pára-quedas pisando sobre minha sombra
impedindo meus movimentos,
entalando meus suspiros,
diluindo alguma droga no meu sangue perdido

Por trás daquela alegria,
do olhar combinado às vontades conhecidas de apenas um coração
Inverti a imagem de meu espelho,
querendo te roubar o reflexo, o amor, a paixão

E cada vez que te mirava,
meu alvo se transformava em algo muito maior do que há pouco se mostrara
Teus toques inocentes, quase criminosos,
me fazem companhia nos momentos de solidão
e em cada pílula de libido ingerida,
te imagino deflagrando-se contra um crime, uma tradição

Sendo eu o teu cúmplice
Não vejo outra alternativa se não a do (des)gosto
Pelo seu corar
Vejo a esperança de conquistá-la
Tão longe, tão perto, tão sagrada, tão profana

Mas por tudo isso e,
por estes momentos quase que perdidos, só desejo uma coisa:
Criar asas e te roubar de tua casa

3 comentários:

Anônimo disse...

branca rosa...

bela.


suas pétalas podem virar asas.

wanessa disse...

***sonhos parecem verdades quando a gente esquece de acordar**

já disse que tá lindo ne??mas vou parar p tu n ficar metido :)

Montarroyos disse...

[b]para eu nao ficar metido né??

Ta ok...

:)

bjus, queijos e flores