Um poço de lama. Alguns grãos de desejos. Um oásis de esperança. Um deserto de desespero.

domingo, 10 de maio de 2009

Reinício


Parem de declamar
Esses discursos sem fim
Martelo a ecoar
Não desisto
Vocês que partiram
Vergonhosamente me levanto
Tento ir para o fundo
Silencioso
Calmo
Sem gosto
A revelia
Ao som do piano
Com coragem
e medo
Desmancho
Chuto
Borrei a bote quebrado
Desenhei
Rasguei nosso retrato

2 comentários:

Ana Luísa Guimarães disse...

Dos teus, acho que gostei mais desse.

Ah. "Desistir não é nobre".
(Caio Fernando Abreu)

;*

Tatá disse...

Versos quebrados, soltos e ao mesmo tempo enrolados. Adoro.